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Desse jeito não vai

I - Este reles escriba colunista de banheiro como sou nominado pelos leitores tendenciosos, já fez isso quando da divulgação da vencedora da licitação para revitalização da BR 163. O resultado, todos conhecem

Opinião - 03/10/2017 10:53 (atualizado em 03/10/2017 10:53)
A divulgação da assinatura da ordem de serviço para duplicação, revitalização ou seja lá o que for da BR 282, com base no resultado da BR 163, autoriza o exercício de futurologia para afirmar, como diria Hardy personagem de Hanna Barbera, “Oh vida, oh céus, oh azar... isso não vai dar certo”! 
A presença de políticos no palco de operações do DNIT, em Florianópolis, onde se deu a assinatura, compromete o resultado. Os discursos/entrevista divulgados pela imprensa são de arrepiar o pelo dos ovos produzidos por estas bandas. Dizer que a restauração de uma rodovia de pouco mais de 100 quilômetros é um sonho de 20 anos, é uma barbaridade que só produz efeito nos ignorantes. Falar que a rodovia é estratégica para o estado de Santa Catarina para transportar frangos e suínos, é falar a linguagem do século XIX, quando o Brasil só produzia café e açúcar. 
O autor desse discurso de iludir bobo é deputado de terceiro ou quarto mandato, além dos mandatos de quase toda sua vida e parentela os quais remontam às ultimas décadas do século passado. Dizer que é um sonho de 20 anos a recuperação de um trecho de  rodovia com quase 50 anos de idade sem intervenções importantes, remete a uma pergunta que não quer calar: o que fizeram esse tipo de políticos na Câmara e no Senado Federal em todo esse tempo, que não foram capazes de exercer efetivamente seu mandato para canalizar ações governamentais de interesse de seu estado? Estariam eles tão ocupados com seus próprios interesses a ponto de lembrar suas origens apenas para capturar votos dos incautos?
Está mais que na hora do povo abrir os olhos, pois até os gatos já nascem com os olhos bem abertos. Está mais que na hora de nossa imprensa parar as linotipos e fechar os microfones a esse tipo de oportunistas, que só fazem enganar o povo. Que se dedique a imprensa e a mídia em geral a acordar os poucos leitores e ouvintes que ainda restam, antes que a novela das oito, líder máxima na arte de emburrecer, os tomem de assalto.
II - Voltando à vaca fria, a empresa Sul Catarinense chegou por aqui trazendo um computador usado, alguns carrinhos de mão, foices e enxadas. Nenhum técnico, nenhuma experiência em obras daquela magnitude, nenhum know-how, ou seja, conhecimento prático, especialização e tecnologia. A empresa contratada tratava-se de um britador guindado à condição de empreiteira. Chegou locando equipamentos a torto e à direito pois não os possuía, através de indicações políticas, cujos resultados todos conhecem. Não pagou as locações, mexeu aqui e acolá, construiu um viaduto que foi condenado pelo DNIT e acabou abandonando a obra e voltando para sua origem sem levar os carrinhos de mão. 
Agora, numa situação análoga aparece, tirada da cartola, uma tal de “Traçado”, empresa da construção civil que produz  concreto usinado, com matriz em Erechim e filial em Tapejara. Atualmente está montando um silo graneleiro em Mato Grosso do Sul. Em seu portfólio, dá ênfase à produção de concreto, pré moldados inclusive algumas pontes. Não se sabe se terá cacife para enfrentar uma obra em rodovia federal de grande fluxo. Já divulgou que o contrato é em parceria com uma empresa de Maravilha, que possui a tecnologia em  operações tapa buracos, como essa em São Miguel do Oeste. 
As duas “empreiteiras” que ganharam as licitações têm algo em comum: possuem como sócios associados ou colaboradores de forma explícita ou subliminar (se me entendem) figuras proeminentes da política. Como diria Hardy: “não vai dar certo”! Se não der, vamos rezar, e que Deus nos acuda. 
O que se espera é que, pelo menos, a empresa tenha conhecimento das portarias nº 19 e 348 do antigo DNER, de 1949 e 1950 respectivamente, reeditadas em 1973, que tratam das Normas para projetos de estradas de rodagem, que poucos as observam. Se as conhecem, poderemos nos salvar. 

III – Não sou a pessoa indicada para abordar este assunto, pois há poucos dias sofri um pequeno acidente de trânsito. Como causa, é preciso avaliar as condições que o sistema viário do município de São Miguel do Oeste oferece para a completa e cabal segurança de motoristas e transeuntes Este quesito é sim da mais absoluta e intransferível responsabilidade do Poder Público, logo, da Prefeitura Municipal.
Muito se fala da falta de vagas para estacionamento. Busca-se uma solução para o problema, que é a implantação do sistema de estacionamento pago. Nada se fala na melhoria no transporte público, pois tudo continua como no século passado. A cidade está recheada de rótulas, como se estas fossem a fórmula mágica e barata para ordenar o fluxo de veículos. Apesar da grande quantidade delas, não possuem um padrão definido além de mal posicionadas, possibilitando a passagem de veículos em alta velocidade. Em certos locais, são excessivamente pequenas, permitindo a passagem de caminhões de grande porte, o que é um absurdo para um sistema de arruamento deficiente em infraestrutura. A hierarquização das ruas e avenidas não possui uma lógica e nem continuidade. As mãos de direção e os indicativos de conversão estão ausentes, por isso excessivamente permissivo, ocasionando abalroamentos, confusões e pequenos engarrafamentos. 
Alie-se a tudo isso a falta de conscientização dos motoristas, adeptos da Lei de Gerson. A falta de educação para o trânsito tem sua origem na ausência de planejamento e regramento adequado para um conglomerado urbano, embora provinciano.
A facilidade com que se interrompe o tráfego de veículos para atender interesses pessoais, é uma grandeza. Qualquer um coloca cones e cavaletes a seu bel prazer, sem critério e sem dar satisfação a ninguém, tudo sob o olhar complacente das “otoridades”.

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