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Tannat gaúcha

Variedade originária da Região do Madiram, no sul da França, onde está a sua maior área de cultivo, é possível apreciar bons exemplares dela, mas sempre com algum percentual de corte

Mondovinno - 03/11/2017 09:05
Na sua pátria de origem quase sempre  como coadjuvante dando corpo e tanino aos vinhos. No Uruguai, onde também é chamada Harriague,  reina absoluta, ocupando aproximadamente  30% da área dos vinhedos. É cultivada, também, como casta secundária, em vinhedos da Califórnia e da Argentina.
No Rio Grande do Sul foi introduzida em 1947 pela Estação Experimental de Caxias do Sul. Este primeiro clone não foi difundido, e novas introduções desta cultivar, foram realizadas pela mesma instituição em 1971, vindas da Califórnia, e em 1977, vindas da França. Os primeiros vinhedos comerciais foram implantados nos anos de 1981 e 1982. Após  40 anos de muita pesquisa e avaliação  ficou demonstrado que a Tannat tem potencialidade como alternativa para a Serra Gaúcha.
O vinho da Tannat gaúcha apresenta coloração intensa, vermelho-rubi com reflexos violáceos. È aromático,  intenso,  floral e frutado,  lembrando amoras e ameixas, com notas de  especiarias como canela e cravo. Apresenta otimo equilíbrio entre álcool e acidez. Tem muita estrutura e corpo.  Paladar redondo, retro-gosto agradável com taninos sedosos. Quando passado  em carvalho e devido a sua  excelente estrutura tânica, pode  envelhecer por longos anos.
Bom para acompanhar pratos como bacalhau, aves de caça, vitela, strogonoff, carnes assadas, queijos tipo gorgonzola, brie, cheddar. Deve ser servido na  na temperatura de 15 a 20 °C.
Experimente o Dal Pizzol, sem passagem em madeira e muito macio,  o Aurora, mais tânico, o clássico  Don Laurindo, ou o premiado Lidio Carraro. Mas experimente!!

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