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“Se acham que não sirvo para eles, tenho que tomar outro caminho”, diz vereador

Marcio Bortoloto foi eleito presidente da Câmara de Vereadores de Descanso com os votos do PT e PSDB. Segundo ele, o PMDB não honrou o acordo firmado no período eleitoral

Descanso - 12/01/2018 10:45


Vereador Marcio Bortoloto, presidente da Câmara de Vereadores de Descanso Foto: Arquivo


O vereador do PSD, Marcio Bortoloto, é o novo presidente da Câmara de Vereadores de Descanso. Ele foi eleito com os votos do PT e do PSDB, partidos da base de governo. Segundo ele, a aproximação com os partidos de situação ocorreu após o PMDB não honrar um acordo firmado ainda no período eleitoral.

De acordo com Bortoloto, na campanha o PSD, que apoiou a chapa de oposição ao prefeito Sadi Bonamigo (PT) concordou em abrir mão da majoritária para PMDB e PR, em troca do partido comandar a Câmara caso somassem maioria. Ele revela que em 2017 estava tudo acertado, mas na hora o PMDB não aceitou e quis a presidência da mesa diretora. Agora, para 2018, segundo Bortoloto, o PMDB novamente não quis abrir mão. “Até concordava em abrir mão mais uma vez, mas para um dos vereadores do PR então. Só que quiseram de novo”, comenta.

O vereador ainda ressaltou o período de quase 15 anos que apoiou o PMDB no município. “Foram três mandatos apoiando o PMDB e ano passado de novo, 13 anos. Acho que não levaram isso em consideração. Se acham que não sirvo para eles, tenho que tomar outro caminho”, desabafou. O vereador diz que não tem mágoa do partido.

Atuação na presidência

Segundo Bortoloto, o fato de ter sido eleito com os votos dos vereadores de situação não quer dizer que fara parte da bancada de situação. Conforme ele, sua atuação será independente. “Vou deixar bem claro que minha posição na Câmara é de independência. Em 2017 só votamos contra um projeto e todos os nove vereadores foram contra. Teve uns projetos com emenda, mas só um votamos contra. E esse ano não será diferente. Projetos bons são votados. Não tem porque ficar travando projeto. Se é para o bem do povo, para o bem do município, vamos votar”, garante.

O vereador ainda frisou que o regimento interno e a lei orgânica serão respeitados. Ele também defendeu o diálogo, tanto entre os nove vereadores como o Poder Executivo, desde o prefeito até os secretários. “Talvez em uma conversa se acerta as coisas e agiliza o trabalho”, conclui.


Fonte: TV GC

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