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HISTÓRICO DA ROTA DO MILHO

No mês de setembro de 2017 durante o evento Conexão Transfronteiriça, em Encarnación (Paraguai) as Autoridades do Brasil, Argentina e Paraguai discutiram uma nova alternativa para o transporte de grãos

De olho no campo - 09/02/2018 08:40


No mês de setembro de 2017 durante o evento Conexão Transfronteiriça, em Encarnación (Paraguai) as Autoridades do Brasil, Argentina e Paraguai discutiram uma nova alternativa para o transporte de grãos. A iniciativa teve como foco principal discutir as etapas para viabilização da Rota do Milho. No grupo catarinense participaram representantes do governo e de entidades empresariais, empresários e cooperativistas. 

O evento representou mais uma vitoriosa articulação conquistada com o envolvimento da executiva do Núcleo Estadual de Faixa de Fronteira de Santa Catarina (NFSC), do Fórum de Competitividade e Desenvolvimento para o Oeste de SC com o Bloco dos Prefeitos do Mercosul (BRIPAM), também resultado de articulação com apoio  do Sebrae/SC e Associações dos Municípios do Oeste de Santa Catarina.

O objetivo é a liberação de transporte através de Balsas sobre o Rio Paraná, na localidade de Mayor Julio Otaño (Paraguai), Eldorado (Argentina), com entrada em Santa Catarina via Porto Seco de Bernardo de Irigoyen em Misiones (Argentina) e Dionísio Cerqueira (Santa Catarina – BR). Outra passagem entre São Pedro (Misiones/AR) e Paraíso (Santa Catarina) também possui ações em andamento para  atender as demandas.

Santa Catarina é o maior importador de milho do País e adquire por ano mais de 3 milhões de toneladas do cereal de Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul. Segundo o secretário adjunto de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, existe a possibilidade de reduzir em até cinco vezes o custo com frete do milho através da Rota do Milho. “O Paraguai tem condições de produzir o grão em abundância e o nosso Estado precisa da matéria-prima para manter a competitividade do sistema produtivo de aves, suínos e gado leiteiro”.

O governador da província de Itapúa, Federico Vergara, salienta que os três países precisam trabalhar de forma regional para que o desenvolvimento econômico seja mais efetivo. “Precisamos que a conexão transfronteiriça seja mais flexível e permita o trânsito da produção dos países e que o intercâmbio cultural também seja encurtado”. 

O QUE É A ROTA DO MILHO



A nova rota inicia no departamento de Itapúa (Paraguai), na cidade de Mayor Julio Otaño, passando por Misiones (Argentina), pela cidade de Eldorado com direção a Bernardo de Irigoyen, onde ocorrerá a conexão com o Estado de Santa Catarina (Brasil), através de Dionísio Cerqueira, passando por São Miguel do Oeste. O projeto conta com o apoio das forças políticas do Estado de Santa Catarina, da Província de Misiones e do departamento de Itapúa.

Entre as demais ações transfronteiriças em pauta está a colaboração do BRIPAM com o NFSC para a viabilização de acordo com a Argentina e Brasil para a realização de voos regionais de Chapecó para os países do Mercosul, além da regularização da ponte entre San Pedro, Misiones e Paraíso, em Santa Catarina.Fonte:MB Comunicação Empresarial/Organizacional

INÍCIO DA ROTA DO MILHO FOI ADIADA



A inauguração da Rota do Milho, para trazer o cereal do Paraguai para o Oeste de Santa Catarina, que estava prevista para hoje sexta-feira, foi adiada. Um documento do Bloco Regional dos Intendentes, Prefeitos e Alcaides do Mercosul (Bripam), entidade que é uma das articuladoras da Conexão Transfronteiriça, informou que as chuvas frequentes de dezembro e janeiro atrasaram as obras de acesso e estacionamento nos portos de 7 de agosto, no distrito de Carlos Antônio Lopez, no distrito de Itapua, no Paraguai, e também no porto de Piray, município de Misiones, na Argentina, onde vai ocorrer a travessia do rio Paraná.

De acordo com o diretor de desenvolvimento regional da Secretaria de Planejamento do Estado, Norton Flores Boppré, a expectativa é que uma nova data seja marcada para o final de fevereiro ou início de março.

Serão quatro caminhões de milho que sairão do Paraguai, atravessarão o Rio Paraná por balsa até a Argentina e entrarão em Santa Catarina pela alfândega de Dionísio Cerqueira seguindo até Chapecó, para os silos da Aurora. Haverá um ato no Paraguai, um em Dionísio Cerqueira e outro em Chapecó, todos no mesmo dia. A expectativa é que o trajeto de cerca de 500 quilômetros seja cumprido em seis horas. O trajeto é de menos da metade do que as cargas que são buscadas no Centro Oeste. As agroindústrias já traziam milho do Paraguai por Foz do Iguaçu.

Ele afirmou que após a primeira importação de milho devem começar as viagens de caminhão, em pequena escala, e ir aumentando gradativamente. Para isso é necessário incrementar a estrutura na fronteira. Outra demanda é pavimentar 30 quilômetros de rodovia no Paraguai. Futuramente a intenção é construir uma ponte no rio Paraná, entre Major Otaño, no Paraguai, e Eldorado, na Argentina.

SECRETARIA DA AGRICULTURA LANÇA PROGRAMA TERRA-BOA 2018



O programa terra Boa do governo estadual foi lançado no Itaipu Rural Show em Pinhalzinho, extremo oeste catarinense. 

 O programa tradicional conhecido dos agricultores, chamado de Programa Terra-Boa terá investimentos de R$ 53,7 milhões em 2018. Este ano, o programa apoiará a aquisição de 220 mil sacos de semente de milho, 300 mil toneladas de calcário, 1.100 kits forrageira e 500 kits apicultura. 

O Terra-Boa é um dos programas mais tradicionais da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e, há mais de 20 anos, beneficia as famílias rurais catarinenses com a subvenção para aquisição de calcário, sementes de milho, kit forrageiras e kit apicultura. Com o Programa, o Governo do Estado quer aumentar a produtividade nas lavouras catarinenses, além de incentivar os investimentos na melhoria de pastagens e na apicultura. 

Em 2017, o Programa Terra-Boa distribuiu 202,5 mil sacas de semente de milho, 284 mil toneladas de calcário, 415 kits apicultura e 2.862 kits forrageira. Ao todo, aproximadamente 70 mil agricultores catarinenses foram beneficiados no último ano.

Espertamos que o governo disponibilize também sementes variedades que podem atender muitas famílias de baixa renda e que com baixo investimento conseguem produzir seu milho para consumo na propriedade. O programa deveria resgatar sua essência de atender as famílias mais necessitadas com sementes mais baratas, inclusive aquelas produzidas pelas empresas de pesquisas e outras organizações, claro não deixando de atender aqueles que optam por altas tecnologias também.



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