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E como andam as reivindicações ou obras prometidas?

No aniversário de 64 anos do município de São Miguel do Oeste a reportagem do Jornal Gazeta fez um levantamento da situação das principais promessas e reivindicações dos últimos anos

Especial - 16/02/2018 09:20 (atualizado em 16/02/2018 09:21)

A cada aniversário de São Miguel do Oeste o Jornal Gazeta faz um resgate da trajetória do município polo do Extremo-oeste, mas sem esquecer de olhar para o futuro e o desenvolvimento. E como está o andamento das principais reivindicações e obras prometidas nos últimos anos. Estacionamento Rotativo, Policlínica, Escola São Miguel, Serviço de Oncologia no Hospital Regional, Asfalto no Interior, Campus da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Cemitério Municipal, Complexo do Sesc, Ponte Internacional e Presídio.

Fizemos um levantamento que mostra que algumas reinvindicações se tornaram ações e viraram realidade, enquanto outros estão em andamento e há aquelas descartadas, ou deixadas de lado, seja por prioridade ou falta de recursos.


Há 4 anos atrás...


Hoje...
Parques ecológicos

Em 2014, o prefeito de São Miguel do Oeste, João Carlos Valar, falava sobre a possibilidade de efetivação de dois parques ecológicos no município: um do Capeti e outro no São Jorge. De acordo com o informado pelo prefeito à época, a área do Clube de Caça, Pesca e Tiro (Capeti), de 102 mil m², localizada na Rua Laurindo Schacker, nas proximidades do Aeroporto Regional Hélio Wassun, seria transformada em um parque ecológico. “O projeto visa manter a reserva nativa, que possui uma grande quantidade de Araucárias, árvore que é o símbolo do município.
Nós, inclusive, já temos a escritura dessa área”, disse à época.
Sobre esse assunto conversamos com o atual prefeito, Wilson Trevisan. Segundo ele, o projeto não está nos planos do governo em virtude da falta de recursos. No caso do espaço do São Jorge, na área onde funciona a Estação de Tratamento de Água (ETA) da Casan, há a possibilidade do parque ser efetivado graças à um processo de loteamento no local. Segundo o prefeito, o caminho não é curto. Ele revela que há uma empresa fazendo o loteamento da área, onde parte do terreno seria cedido para área de preservação. “Só é possível fazer isso com esse acerto dentro do loteamento, que aí o município não precisa investir na compra da área. Porque o município hoje não tem condições de fazer a aquisição e poucas condições de fazer o investimento a não ser com um financiamento a longo prazo”, explica.
O prefeito lembrou que o município tem trabalhado para efetivar ainda neste ano uma estação ecológica no Bairro Agostini, na Rua Oiapoque, ao lado da lombada eletrônica, onde atualmente há um banhado. Segundo o prefeito, a vegetação e as nascentes de água seriam mantidas, com limpeza e com a construção de lagos, além de construções em madeiras, onde as pessoas poderiam se reunir nos finais de tarde. Trevisan revela que o município já recebeu a doação do terreno. “Temos um pré-projeto executado e a ata de doação da área feito pelo Colégio Peperi. Falta agora escriturar essa área, fazer as licenças ambientais e a execução. É uma obra que não demanda muito custo, mas requer um estudo muito profundo sobre as questões ambientais”, revela.



Há 4 anos atrás...

Hoje..
Policlínica e oncologia

Ainda em 2014, era anunciado o secretário Regional Volmir Giumbelli concedeu entrevista e falou sobre algumas pautas. Uma delas era a policlínica a ser instalada junto ao Hospital Regional, que tinha previsão de receber orçamento de R$ 7 milhões de investimentos do Governo do Estado. Segundo Giumbelli, o projeto não andou no Estado. Ele explica que eram várias policlínicas a serem construídas em Santa Catarina, mas apenas uma saiu do papel. Segundo o secretário, o Governo decidiu recuar no projeto devido ao alto custo para o custeio das estruturas. O próprio governador Raimundo Colombo, em visita a região, informou que a obra não sairia mais.
Ainda na entrevista, Giumbelli abordou também a questão da oncologia. Quatro anos depois, o serviço ainda não foi confirmado, mas diferente da Policlínica, o processo andou. Uma ala do Hospital Regional foi adaptada e o recurso foi garantido para a compra dos equipamentos, que está em curso. Porém, há outra etapa a ser vencida. É preciso garantir também os recursos para o custeio mensal do serviço de oncologia. Segundo informado pelo Instituto Santé, administrador do hospital, o repasse mensal do Governo do Estado, hoje de aproximadamente R$ 3 milhões, teria que ter um acréscimo de R$ 900 mil a R$ 1,1 milhão.
Segundo Volmir Giumbelli, agora no dia 20 deste mês haverá uma reunião do Conselho de Desenvolvimento Regional, com os presidentes de Câmaras de Vereadores e Prefeitos integrantes das quatro regionais do Extremo-oeste. Segundo ele, o intuito é fazer uma moção de apelo e pressão política junto ao governo para que seja aprovado o custeio do serviço.


Há 3 anos atrás...
Hoje...
Asfalto do Interior
Uma das obras bastante comentadas e que teve um desfecho positivo foi o asfalto do interior, com percurso de 12 km, com início na linha Cruzinhas, ao lado do Parque Rineu Gransotto (Faismo), passando pelas comunidades Barra do Guamerim, Alto Guamerim e Emboaba, chegando ao bairro Salete e seguindo com duas vias, pela Rua Sete de Setembro até a Unoesc e ao Senac, incluindo ruas também do Morada do Sol e do bairro Agostini. A obra recebeu investimento de R$ 11 milhões, sendo iniciada e finalizada no mandato do prefeito João Carlos Valar. A via recebeu o nome de Rodovia Leolino João Baldissera, uma homenagem a um dos pioneiros de São Miguel do Oeste, que também foi vereador e prefeito da cidade.


 Presídio foi “esquecido”
Um dos assuntos de grande repercussão nos últimos anos foi a construção de um presídio em São Miguel do Oeste. Segundo o secretário executivo da ADR, Volmir Giumbelli, o assunto foi “esquecido” e há muito tempo que o tema não é debatido. Ele acredita que a construção de um presídio em São Loureço do Oeste e a ampliação do presídio de Chapecó e a reforma na UPA de São Miguel do Oeste solucionaram o problema por enquanto.


ROTATIVO
O Estacionamento Rotativo há anos vem sendo uma das principais reivindicações da classe lojista. Na semana passada foi definida a empresa vencedora do processo licitatório para gerir o estacionamento pago. Segundo o prefeito Wilson Trevisan, a expectativa é de que o estacionamento esteja operando até o mês de maio.

PONTE INTERNACIONAL
Outra pauta antiga que interessa diretamente São Miguel do Oeste, é a Ponte Internacional em Paraíso. Após anos de reivindicação, finalmente a estrutura foi reconhecida pelo Dnit, que inclusive atestou a capacidade de carga da ponte, de cargas com até 30 toneladas. Posteriormente, a ANTT também deu a liberação para passagem no local. De acordo com o prefeito Wilson Trevisan, o próximo e um dos últimos passos estás nas mãos da Receita e da Polícia Federal, no sentido de colocar uma equipe capacitada para atuar junto à fronteira que liga os dois países. Ele lembra que já há uma estrutura no local, que poderia receber uma reforma e abrigar os postos.

CEMITÉRIO MUNICIPAL
Em 2015 o então prefeito João Valar relatava sobre o início da construção do Cemitério do Bairro Santa Rita e sobre uma área de terra sendo analisada para a construção de um cemitério municipal. Nesta semana conversamos com o prefeito Wilson Trevisan. Segundo ele, o cemitério do Santa Rita, que é municipal, vai atender os bairros próximos. Já o Cemitério Municipal, Trevisan diz que o município não conta com o aporte financeiro para fazê-lo. Segundo ele, a solução encontrada foi uma parceria com a iniciativa privada, onde o município, em um regime de concessão, vai receber três mil vagas, o que representa mais da metade da capacidade da São Miguel e Almas, que comporta atualmente cinco mil sepulturas. “São vagas gratuitas”, frisa.

COMPLEXO DO SESC
Outro assunto recorrente é o Complexo do Sesc. De acordo com Wilson Trevisan, o município já comunicou que não vai fazer a doação do terreno. “O Sesc é bem-vindo em São Miguel do Oeste, só que ele vai ter que comprar o terreno, porque o município não vai participar com a doação do imóvel. Nós não achamos justo o município doar uma área para uma intuição que vem aqui prestar serviços, mas que vai cobrar por isso. É mais barato, mais em conta, mas tenho uma posição firme e já transmiti a direção do Sesc. Temos o máximo interesse, estamos tentando resolver a questão de uma área que está ocupada próximo ao Senac. Eles concordaram comigo, o dia que eles quiserem vir aqui eles vão comprar o terreno. Eles têm uma nova sede que tem atendido bem São Miguel do Oeste.

UFFS
Um Campos da Universidade Federal da Fronteira Sul foi outra reivindicação nos últimos anos. Wilson Trevisan criticou a iniciativa. “A cada eleição aparece esse assunto. E não se surpreenda se agora que tem eleição vai aparecer deputado aqui fazer discurso, seminário e reunião sobre o Campus da Universidade Federal da Fronteira Sul em São Miguel do Oeste. A Fronteira Sul pode se instalar aqui imediatamente, normalmente, a hora que ela quiser. Depois que for crescendo pode passar para uma área maior. Acho um absurdo falar em 10 mil hectares quando nem se tem um curso da Universidade aqui. Primeiro eles têm que mostrar o crédito com São Miguel do Oeste, trazer um curso pra cá, até em parceria com o Instituto Federal. Vejo que se fez muita conversa tentando iludir o povo, que faltava área e outras coisas, mas a verdade é que eles não estão decididos a vir pra cá por enquanto.   

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