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Opinião - 01/06/2018 09:20

Passados mais de 517 anos do “descobrimento”, infelizmente os atuais ocupantes do território Brasileiro chegam a triste e lamentável conclusão que nesse tempo todo seu povo não foi capaz de construir uma civilização. Estamos pior que antes das caravelas. Naquele tempo, na base dos tacapes, boleadeiras e bordunas, havia ordem no território. O cacique era autoridade e todos lhe obedeciam. 

Hoje, estamos à mercê de um bando de loucos, aproveitadores e incompetentes. Por isso a desobediência e a contravenção de cima à baixo. Mas o pior mesmo é que somos nós os únicos culpados. Somos passivos, adesistas e conformados. Com esse comportamento, nos tornamos apátridas. Temos pátria apenas para o futebol e o carnaval. 

A preferência pelo “O Sul é meu País”, pela língua “Talian” e pelos times europeus, além do ódio ao Nordeste e o orgulho pela Revolução Farroupilha ou pelos cavalos amarrados no Obelisco, dão a exata dimensão do nosso “apatridarismo”. Não temos Pátria e pelo nosso comportamento, nem, a queremos. 

OS CAMINHONEIROS

Outra característica peculiar de nós, apátridas, é que possuímos representantes ocasionais. Ora é a TV Globo, ora o Ratinho, Luciano Huck, Neymar, Pelé, Edir Macedo, Paulo Coelho, e tantos outros. Menos os que elegemos para nos representar, pois estes aplicam seu esforço e conhecimento para representar a si próprio.

Além de apátridas, somos anarquistas. Não reconhecemos os governos nem a existência do Estado, por óbvio. E nem nos é possível reconhecer, pois os Governos mal consegue governar a sim próprio e aos que lhe dão sustentação. O Estado, “Ah Coitado...” como dizia a Filó, está entregue à bandidagem em associação com o estrangeiro. 

No momento, nossos representantes ocasionais são os Caminhoneiros, assim como foram o MST, os Metalúrgicos e como estão sendo a Bandidagem, pois ficamos felizes quando os bandidos saqueiam um Banco ou destroem um caixa eletrônico. Também ficamos felizes quando uma grande empresa entra em Recuperação Judicial ou decreta Falência, pois somos adeptos da política da Terra Arrasada, já que nossos governantes não conseguem manter nossa terra coberta. Assim, Viva o Brasil.

A LAMENTAR

Nesse contexto, as iniciativas sociais não tem qualquer razão de existir. Prova disso foi o encontro de Coros Polifônicos realizados pelo coral ACOSMO de quarenta anos de vida, no último domingo. 

As autoridades constituídas, especialmente da área da cultura, embora convidadas oficialmente, não se dignaram a comparecer. Por  conta disso, o prefeito de Paraíso fez as honras do Poder Público Municipal. 

Já se comentou exaustivamente neste espaço, que o importante para nosso município de São Miguel do Oeste é a fumaça de trator e o esterco de galinha. Se houvesse fumaça e fedor, todos teriam comparecidos: Executivo e Legislativo municipal. 

Prova disso é que as comissões municipais de cultura e turismo, sequer foram constituídas. Mas as comissões da fumaça e do esterco, estão em, pleno funcionamento. 


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