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A DOR DOS NOSSOS FILHOS

Familiaridades - 01/11/2018 10:23


Filhos nos trazem muita alegria, paixão, amor... Vida. É quase inexplicável o que sentimos por eles, em qualquer momento ou fase. Tudo parece encantador e feliz, e ao mesmo tempo em que algumas coisas se apresentam como difíceis para eles e para nós, pais e responsáveis. Sentimos, algumas vezes, “pena” por eles não conseguirem tudo o expectam sobre determinadas situações da vida. A super ou mega proteção não é caminho, a maioria dos pais são sabedores disso, mas alguns não conseguem lidar realmente com o sofrimento e a dor que a vida pode causar à sua prole. Seja por acidente; uma doença; brigas com os amigos ou namorado/a; reprovação no ano escolar ou notas ruins, ou qualquer frustração que possa afeta-los e faze-los sentir dor. Muito embora saibamos que eles precisam lidar com isso para que um dia amadureçam, alguns pais mais sofridos em suas próprias vidas costumam mensurar de formas opostas: ou apanham a dor para si mesmo, como se fosse sua, defendendo-os literalmente de tudo, ou então, na forma inversa a ignoram: pois discursam que já vivenciaram algo “pior” em sua própria história infanto-juvenil. De qualquer forma, ambas podem não ser atitudes altruístas que promovam o desenvolvimento dos filhos.

O fato é que em qualquer das situações, vejo os pais em sofrimento, pois alguns não lidam bem com esses sentimentos que os afetam e que será durante uma vida inteira. Claro que dá “pena” só em pensar o quanto falta para nossos filhos aprender nesse longuíssimo percurso que eles ainda têm pela frente e que ninguém pode fazer por eles. Estamos a milhares de anos começando e recomeçando o processo educacional e não vemos nenhum tipo de cartilha que nos oriente de forma definitiva de como lidar com a dor e o amor. Há coisas óbvias que precisamos vivenciar e presenciar para poder crescer e sobreviver nas relações, dentre elas, está todo o aprendizado que pais passam para os filhos, assim como estes os ensinam diante de situações que estes não podem resolver, mas com sabedoria e paciência, estes progenitores ou responsáveis, podem sim auxiliar no melhor, ou talvez único, caminho a seguir. Mas é preciso estar lá, para ver, sentir, dar atenção e viver esses momentos

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