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POR QUE 8 DE MARÇO É O DIA INTERNACIONAL DA MULHER?

De Olho no Campo - 08/03/2019 14:27


O primeiro Dia Nacional da Mulher foi celebrado em maio de 1908 nos Estados Unidos. As histórias que remetem à criação do Dia Internacional da Mulher alimentam o imaginário de que a data teria surgido a partir de um incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York em 1911, quando cerca de 130 operárias morreram carbonizadas. Sem dúvida, o incidente ocorrido em 25 de março daquele ano marcou a trajetória das lutas feministas ao longo do século 20, mas os eventos que levaram à criação da data são bem anteriores a este acontecimento.

Desde o final do século 19, organizações femininas oriundas de movimentos operários protestavam em vários países da Europa e nos Estados Unidos. As jornadas de trabalho de aproximadamente 15 horas diárias e os salários medíocres introduzidos pela Revolução Industrial levaram as mulheres a greves para reivindicar melhores condições de trabalho e o fim do trabalho infantil, comum nas fábricas durante o período.

O primeiro Dia Nacional da Mulher foi celebrado em maio de 1908 nos Estados Unidos, quando cerca de 1500 mulheres aderiram a uma manifestação em prol da igualdade econômica e política no país. No ano seguinte, o Partido Socialista dos EUA oficializou a data como sendo 28 de fevereiro, com um protesto que reuniu mais de 3 mil pessoas no centro de Nova York e culminou, em novembro de 1909, em uma longa greve têxtil que fechou quase 500 fábricas americanas.

Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas na Dinamarca, uma resolução para a criação de uma data anual para a celebração dos direitos da mulher foi aprovada por mais de cem representantes de 17 países. O objetivo era honrar as lutas femininas e, assim, obter suporte para instituir o sufrágio universal em diversas nações.

Somente mais de 20 anos depois, em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres. Nos anos 1960, o movimento feminista ganhou corpo, em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher e em 1977 o "8 de março" foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.

DIA DA MULHER É TODO DIA


No dia 8 de março, comemora-se no Brasil o Dia Internacional da Mulher. Atualmente, é comum ver um clima festivo em torno da data, com a oferta de flores às mulheres. 

Entretanto, o objetivo central desse dia é convidar a sociedade a refletir sobre a condição feminina no mundo e a debater a questão da igualdade de direitos entre mulheres e homens. Assim, a ocasião busca firmar a equidade de direitos entre os gêneros, sem que as diferenças biológicas entre os sexos sejam utilizadas como pretexto para diminuir o valor da mulher.

O 8 de março deve ser visto como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países. 

MULHER NA GESTÃO DE EMPRESAS E NEGÓCIOS


As mulheres tem papel importante na sociedade e no meio rural não é diferente. Hoje é comum as mulheres assumirem cargos políticos, lideres de comunidades e entidades, enfim ocupar o seu espaço na gestão das propriedades rurais. Isso é muito importante as mulheres se empoderarem e não é questão de ser mais ou menos que o homem e sim ter seu espaço igual ao do homem.

Um exemplo muito recente foi a indicação para presidente da Epagri (Empresa de Pesquisa e Extensão Rural de Santa Catarina) uma mulher, Edilene Steinwandter, engenheira agrônoma e do quadro de funcionários da empresa. Exemplos assim devem ser seguidos e copiados pelo Brasil afora, pois entendemos que todos tem capacidade de gerenciar e administrar, mas a mulher tem algo a mais que é a sensibilidade de ver as coisas, ver os processos e o sentimento de mãe e mulher para resolver as coisas da melhor maneira possível.

Parabéns a todas as mulheres do campo e da cidade e que este dia seja realmente de reflexão e de debate sobre seu papel na sociedade e sua importância na construção de uma sociedade melhor. Eu que acompanho as propriedades rurais sei que onde a mulher está na linha de frente dos negócios ou participa efetivamente na administração da propriedade as coisas andam com mais agilidade, a propriedade é mais organizada e mais bonita, sem contar que os resultados são sempre melhores.

SANTA CATARINA TEM EXPORTAÇÃO RECORDE DE BANANA


Quarto maior produtor de banana do país, Santa Catarina amplia as exportações e conquista o mercado internacional. Em 2018, o estado faturou US$ 20,3 milhões com o embarque de mais de 64,8 mil toneladas de banana, ou seja, 58% a mais do que no ano anterior. Este é o maior volume registrado desde 2015. Os números estão disponíveis no Boletim Agropecuário elaborado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

Entre 2017 e 2018, as exportações catarinenses de banana aumentaram 58% no volume e 76% no valor, chegando a US$ 20,3 milhões. Os principais mercados para a produção de Santa Catarina são Argentina e Uruguai.

Santa Catarina conta com cerca de 3.400 bananicultores e mais de 28 mil hectares plantados. A produção se mantém constante no estado e a safra estimada é de 717,7 mil toneladas, com um rendimento de 25,2 toneladas por hectare.

A produção está concentrada no Norte do estado e Vale do Itajaí, principalmente nos municípios de Corupá, Jaraguá do Sul, Massaranduba e Luiz Alves.

A banana produzida na região de Corupá é considerada a mais doce do Brasil. O reconhecimento do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) é válido para as frutas produzidas nos limites da região formada entre os municípios de Corupá, São Bento do Sul, Schroeder e Jaraguá do Sul.

O INPI reconhece que a banana da região é naturalmente mais doce, devido às características do solo, relevo e clima. Com o slogan “Banana de Corupá: doce por natureza”, a fruta se tornará patrimônio regional e terá um diferencial competitivo.

Com a Indicação Geográfica, os bananicultores da região poderão utilizar o selo de origem em seus produtos, desde que sigam um regulamento de produção e procedência, que dará aos consumidores garantia da qualidade diferenciada da fruta.

Para quem pensava que nosso estado catarinense só produz frango, suínos, leite, fumo e grãos está muito enganado ou desconhece o nosso potencial na fruticultura, principalmente na cultura da banana. Isso tudo graças ao esforço dos produtores e o apoio da assistência técnica e pesquisa de ponta feita principalmente pela Epagri.

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