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Entidades preparam Greve da Educação após corte de recursos

Paralisação está sendo organizada para o próximo dia 15. Nossa reportagem conversou com o presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, Antonio Gonçalves, que falou sobre a mobilização

São Miguel do Oeste - 10/05/2019 18:41
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Antonio Gonçalves conversou com nossa reportagem via web


Em resposta ao corte de aproximadamente 30% nos recursos da educação pública, entidades do setor organizam uma paralisação nacional no próximo dia 15 de maio. A Greve Nacional da Educação foi definida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). O professor da Universidade Federal do Maranhão e presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), Antonio Gonçalves, conversou com nossa reportagem e falou sobre o movimento.

De acordo com Gonçalves, o corte de mais de 30% se concretizou com bloqueio dos recursos nas contas das universidades. Segundo ele, a situação agrava pelo fato de as instituições estarem sendo afetadas com sucessivos cortes nos últimos anos. O presidente do Andes revela que os cortes somam 40% dos recursos que as universidades tinham em 2014. “Diante desses cortes, muitas instituições terão dificuldades para manter seu atendimento, de pagar luz, água, material de consumo, trabalhadores e trabalhadoras que são terceirizados. Então, efetivamente, isso pode sim fechar algumas instituições de ensino superior públicas no Brasil”, revela.

O sindicalista acredita em uma grande mobilização no dia 15, com adesão de várias instituições e movimento estudantil. Segundo ele, a paralização se dará de diversas formas, com ocupação dos espaços para debates, panfletagens, atos de ruas, entre outras ações. “Cada lugar vai ter uma forma de expressar, de protestar contra mais esse ataque à educação pública brasileira”, conclui.

“Não há corte, há contingenciamento”, diz ministro

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse na terça-feira (7) durante audiência na Comissão de Educação no Senado que não haverá corte no orçamento das universidades e instituições de ensino federais, mas sim um contingenciamento. O ministro afirmou que o recurso poderá voltar a ser liberado se a reforma da Previdência for aprovada e se a economia do país melhorar no segundo semestre. "Não houve corte, não há corte. Vou repetir: não há corte, há contingenciamento. Se a economia tiver um crescimento – e nem é 'recuperar' porque estamos em um marasmo a perder de vista – mas se tivermos crescimento econômico com a aprovação da nova Previdência, é só o que falta", disse Abraham Weintraub.

O ministro disse que o governo fez a opção pelo contingenciamento para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e disse apostar na retomada da economia. "A gente já voltou a consumir bens duráveis. Está faltando o último gatilho que é investimento em infraestrutura, investimento em máquinas e equipamentos. Isso vai retomar a economia. Retomando a dinâmica, aumenta a arrecadação, se descontingencia. Não há corte. E isso não foi imposto, a gente tem que cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal", argumenta Abraham Weintraub.


Fonte: TV GC

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