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Um peso e duas medidas

Leandro Freitas - 31/05/2019 14:20

Primeiramente quero agradecer ao senhor Jungles Wegher e a senhora Marlise Wachholz pelo contato. É com imenso prazer que recebo suas opiniões e sugestões para os próximos textos. Fico sempre à disposição para novas conversas e troca de informações. 

Mediante a sugestão da senhora Marlise, hoje publico um breve texto sobre a incoerência da esquerda, referente a manifestação em prol da educação realizada neste mês de maio.

No último dia 15, aconteceu, em várias regiões do Brasil, a manifestação contra o contingenciamento de verbas na educação. Estavam presentes eleitores do Bolsonaro e representantes legítimos da oposição. Em algumas regiões, no decorrer da passeata, o foco da objeção foi perdendo força e abrindo espaço para outras “reivindicações” (mais do que ultrapassadas) da esquerda: Lula Livre, Golpe contra a Dilma, campanha contra a ditadura militar, entre outras. 

Para os que entendem que é contraditório a presença de eleitores do Bolsonaro no evento, é importante salientar que dentro do Liberalismo Clássico, pensadores como John Locke (pai do Liberalismo), John Stuart Mill, Immanuel Kant e John Rawls, defende-se a liberdade de expressão e as manifestações como manutenção das leis e da justiça, neste caso refere-se a justiça. Nosso presidente agiu conforme a lei, contingenciando a verba não obrigatória para a educação, mas injusta segundo a interpretação de significativa parcela da população.  Esse é um dos meios pelo qual o presidente pode ouvir e entender quais são os anseios e o que a população espera de seu governo. Assim, para os eleitores do presidente, este ato não é um ataque a pessoa do Bolsonaro e sim um posicionamento contrário a uma determinada medida do governo.

Quanto a participação da esquerda realmente fica complicadíssimo de compreender. 

Como todos sabemos foi no governo Lula que aconteceu o pontapé inicial para 

chegarmos ao topo do ranking da pior educação do mundo, observado pelo PISA, e na saúde, onde o desastre também é notório: milhares de pessoas morriam nos corredores dos hospitais, sem atendimento e sem remédios. Mesmo com discurso “Brasil não tem dinheiro por causa do presidente anterior”, o governo petista financiou bilhões do nosso dinheiro para investir em diferentes países pelo mundo: Via Expressa (Luanda/Kifangondo), Renovação da rede de gasodutos em Montevideo (Uruguai), Projeto Hacia el Norte – Rurrenabaque-El-Chorro (Bolívia), BRT da capital Maputo (Moçambique), Aeroporto de Nacala (Moçambique), Barragem de Moamba Major (Moçambique), Segunda ponte sobre o rio Orinoco (Venezuela), Linhas 3 e 4 do Metrô de Caracas (Venezuela), Metrô Cidade do Panamá (Panamá), Porto de Mariel (Cuba), entre tantas outras. 

Nenhum desses países conseguiram quitar a dívida com o BNDS. O que o Partido dos Trabalhadores fez? Cobrou devidamente seus devedores? Não! Todas elas foram perdoadas em nome da “diplomacia e da possibilidade de futuras negociações”. Lamentável.

Dando continuidade ao projeto do esfacelamento da nação, sob o lema “Pátria Educadora”, ironicamente, a então presidente Dilma Rousseff (PT), tirou mais de R$16 bilhões da educação básica e superior entre os anos de 2011 e 2016.  

Onde estava a CUT? Onde estava a Pastoral da Juventude? Onde estava o PSOL? Onde estava a UNE? Não ficaram silenciosos! Estavam aplaudindo e afirmando que tais medidas eram necessárias.

Todos esses movimentos foram amplamente beneficiados durante o governo petista e, portanto, sempre apoiaram tudo feito por ele, desde os cortes na saúde e educação para financiar mega construções em outros países (inclusive em países com governos ditatoriais), até o absurdo de nosso país sediar uma Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas de 2016. Onde é possível observar uma série de elefantes brancos como Arena da Amazônia, Arena Pantanal, Arena das Dunas, Arena Pernambuco e Mané Garrincha, que custaram bilhões aos cofres públicos para a construção e outros centenas de milhões mensais para a manutenção, segundo o BBC Brasil, sem ter, praticamente, nenhuma utilidade após os eventos.

Assim, podemos notar que quando a esquerda participa de manifestações em prol da educação, o objetivo não é o bem nacional, mas somente atacar o partido e governo de oposição. Se, de fato, o interesse fosse o bem comum da nação brasileira, teriam se articulado e feito críticas ao governo que apoiavam. Por isso, cabe a eles rever atitudes passadas, pois não possuem legitimidade para falar mal do nosso presidente.

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