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EPAGRI RECEBE PRÊMIO DA FGV POR ADOTAR SISTEMA DE PRODUÇÃO LIMPA DE ALIMENTOS

De Olho no Campo - 20/09/2019 13:55


A premiação é realizada por meio do Projeto Bota na Mesa, da FGVces, com o tema Mudança do Clima e Transição Agroecológica. O caso da Epagri foi selecionado entre outros 80 inscritos por instituições públicas e privadas do País.

O objetivo da premiação é inspirar a construção de referências de atuação para empresas e governos em relação à cadeia produtiva de alimentos. Para selecionar os casos, pesquisadores do FGVces levaram em consideração o grau de inovação, a conexão com os temas de transição agroecológica e mudança do clima, a contribuição para a inclusão da agricultura familiar e o potencial de escala e replicabilidade de cada iniciativa.

A Epagri foi premiada pela Fundação Getúlio Vargas por ter desenvolvido um sistema de produção limpa de alimentos. O Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH) foi um dos 12 casos selecionados no Brasil, na área de inovação para a inclusão da agricultura familiar em cadeias de alimentos.

A entrega do prêmio ocorreu no dia 12 de setembro, em São Paulo, no Centro de Estudos em Sustentabilidade (FGVces) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EAESP.

Parabéns a Epagri pelo prêmio e parabéns ao conjunto de extensionistas e pesquisadores que acreditaram neste sistema de plantio direto de hortaliças e que está trazendo grandes resultados econômicos, ambientais e sociais. Não poderia deixar de dar os parabéns a todas as famílias que acreditaram nesta tecnologia sustentável e estão adotando em suas propriedades com grande sucesso.

O QUE É O SPDH

O Sistema de Plantio Direto de Hortaliças vem sendo desenvolvido há 25 anos em Santa Catarina. Ele consiste em alguns princípios fundamentais que, se forem aplicados corretamente, levam a reduzir ou até eliminar o uso de produtos químicos nas propriedades, no curto ou médio prazo.

Conforme explica Marcelo Zanella, extensionista rural da Epagri na Grande Florianópolis e especialista no assunto. Entre esses princípios estão o uso plantas de cobertura para proteger o solo, a rotação de culturas, a nutrição adequada da planta segundo suas taxas diárias de absorção, o não revolvimento do solo e o manejo mecânico das plantas espontâneas sem produtos químicos.

Existem atualmente em Santa Catarina entre 1,2 mil e 1,3 mil propriedades trabalhando em SPDH, que abrangem uma área de 3,5 mil a 4 mil hectares. As principais lavouras de SPDH no Estado são maracujá, couve, repolho e brócolis. Na Grande Florianópolis, praticante todo o chuchu é cultivado no sistema. A área cultivada com alface e tomate também vem crescendo muito no Estado.

“A gente chama de plantio direto, propriedades que estão em transição para o sistema de produção limpa. Algumas estão mais adiantadas, outras mais atrasadas, mas todas estão num processo de adequação“, descreve o extensionista da Epagri. Santa Catarina é pioneira nesse sistema no país, que surgiu da necessidade de diminuir custos e elevar a competitividade da agricultura familiar. A ideia é reduzir o trabalho do produtor e aumentar a qualidade dos alimentos.

 Na região oeste e extremo oeste catarinense o SPDH está crescendo e muitas famílias já adotaram esse sistema de produção de hortaliças, mas precisa avançar muito para se aproximar da região de Florianópolis. Nossa região tem solo, clima, assistência técnica e produtor na busca de uma produção sustentável e o SPDH é uma alternativa viável econômica, social e ambiental.

SANTA CATARINA TEM O MELHOR MEL DO MUNDO


Mel produzido em Santa Catarina recebe o título de melhor mel do mundo durante o 46º Congresso da Associação Internacional das Federações de Apicultores (Apimondia), realizado entre os dias 08 e 12 de setembro no Canadá. Esta é a quinta vez que a empresa catarinense Prodapys leva o prêmio.

O mel de Santa Catarina já havia recebido premiações na Austrália (2007), Ucrânia (2013), Coreia do Sul (2015) e Turquia (2017). A empresa Prodapys, de Araranguá, tem o maior projeto de produção de mel orgânico do mundo e se destaca também como maior exportador nacional do produto.

Estamos muito felizes com essa notícia e com mais essa conquista de Santa Catarina. Sabemos da qualidade da nossa produção e da capacidade dos nossos agricultores e apicultores. Esse reconhecimento internacional é a prova de que Santa Catarina tem um grande potencial para agregar valor à sua produção agropecuária, conquistando o mercado e trazendo mais renda e qualidade de vida para o meio rural. 

MEL ORGÂNICO

Em Santa Catarina está o maior projeto de produção de mel orgânico do mundo. Segundo o diretor da Prodapys, Celio da Silva, esta é uma parceria que conta com mais de 950 famílias, distribuídas desde o Rio Grande do Sul até o Maranhão. Os apiários devem estar localizados em áreas com distância mínima de 3 km de qualquer lavoura que faça uso de antibióticos. A localização dos apiários é rigorosamente controlada por GPS. A complementação para que o mel produzido mantenha sua qualidade de orgânico está na rastreabilidade e no processamento de alto nível.

Santa Catarina é o quarto maior produtor de mel do país e conta com quase dez mil apicultores. A safra 2017/18 foi de 5,5 mil toneladas em 315 mil colmeias. Atualmente 42% do mel produzido no Estado é considerado orgânico.

Além da qualidade, o mel produzido em Santa Catarina também impressiona pela variedade. As abelhas produzem mais de 100 tipos de méis com cor, aroma, sabor e consistência diferentes. Entre os tipos de mel produzidos no Estado, o silvestre responde pela maior parte. Ele é multifloral, ou seja, é feito pelas abelhas a partir do néctar coletado em uma grande variedade de plantas. Considerado de excelente qualidade, seu sabor, aroma e consistência variam de acordo com as floradas predominantes na época em que é produzido. A coloração mais escura indica maior concentração de sais minerais.

ENCONTRO DE MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO RECEBEU GRANDE PÚBLICO


Participei no dia 18 de setembro no salão da comunidade de Linha Polaca no município de Barra Bonita um grande evento para tratar sobre “Manejo e conservação do solo”. O evento foi organizado, através Prefeitura, Epagri e com o apoio de diversas entidades e empresas. O encontro iniciou as 9:00 horas e teve duas palestras como sobre “Manejo e conservação do solo” com o pesquisador da Epagri/Cepaf de Chapecó o engenheiro agrônomo Leandro do Prado Wildner e a segunda palestra sobre “Adubação verde” com André Luiz Rech da empresa Raix.

Em seguida aconteceu a demonstração prática no campo sobre regulagem de pé de pato e demonstração de semeadeira de pastagens, além de poder tirar outras dúvidas sobre manejo e conservação do solo.

Participaram do evento agricultores familiares de Barra Bonita e região, técnicos, autoridades diversas como vereadores, prefeito e a Presidente da Epagri Edilene Steinwandter.

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