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SÍNDROME DE DOWN. O AMOR NÃO CONTA CROMOSSOMOS!

Maternidade - 13/03/2020 10:58


Foto: Divulgação


T21- Segunda parte.

 

            Nosso corpo é formado por inúmeros órgãos, tecidos e músculos, que, por sua vez, são formados por milhares de células. Em geral, as células têm 46 cromossomos. Em algumas pessoas, porém e por uma causa ainda desconhecida, na hora da concepção, as células se formam com três cromossomos 21, totalizando 47 cromossomos. Tal condição genética é chamada de Síndrome de Down “SD” ou Trissomia do 21- T21.

            As crianças com T21 têm algumas características físicas e comportamentais muito semelhantes e, geralmente, são muito afetuosas, por isso as pessoas fazem uma analogia do cromossomo extra á uma porção extra de amor. Lindo, não? Mas, muitas e muitas vezes o preconceito e a falta de informação da população aumentam os desafios e causam desconforto em famílias de crianças com tal condição.

            A Trissomia do 21 é um acidente genético que pode ocorrer em qualquer faixa etária, sendo mais comum no progredir da idade materna. Essa condição genética acarreta alterações clínicas, físicas e de atraso no desenvolvimento neuropsicomotor e de aprendizagem, porém que possui um excelente prognóstico desde que o atendimento médico e estimulação especializada seja feita o mais breve possível (iniciando, de preferência, antes do terceiro mês de vida). 

            Desde o nascimento, o bebê com Síndrome de Down precisa de mais cuidados do que um recém-nascido sem a condição. Segundo á Pediatra Ana Cláudia Brandão, do Hospital Israelita Albert Einstein, essa criança têm que ser constantemente acompanhada por Pediatra; Fisioterapeuta, para receber estímulo da parte motora; Fonoaudiólogo, para cuidar da musculatura facial e desenvolvimento da comunicação; e Terapeuta Ocupacional, entre outros especialistas.

Algumas das características da SD são a hipotonia muscular (os bebês nascem mais “molinhos”) e a frouxidão dos ligamentos (juntas). Por isso, o bebê tende a manter uma postura mais relaxada, já que seus músculos são menos tensionados, mais fracos e as articulações são mais frouxas. A criança com SD, estimulada adequadamente, com fisioterapia e serviço especializado e na sua própria casa, pela família, deverá andar próximo dos dois anos de idade. Ao passo que sem estimulação, irá caminhar após os três ou quatro anos de vida, por exemplo.

            O importante no caso da Síndrome de Down ou T21 é a informação. A desinformação causa preconceito, mau julgamento, limita as possibilidades de desenvolvimento, impede o crescimento pessoal, atrapalha o desenvolvimento pleno. Hoje temos Pessoas com T21 com curso superior completo casadas, morando sozinhas e independentes, gerindo seu próprio dinheiro e tomando decisões próprias, Somente o conhecimento e a oportunidade farão a diferença para que a vida dessas pessoas possa ser plena como a de qualquer um de nós.

 

“PORQUE O AMOR NÃO CONTA CROMOSSOMOS.

NEM COMO SOMOS.

O AMOR CONTA O QUE REALMENTE SOMOS DE ALMA E CORAÇÃO!”

Crysgrer.

 

Texto de: Franciele de Almeida Innig. Fisioterapeuta Neuropediátrica. Crefito 10/58.969F.

Fonte: TV GC

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