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A defesa do Inter

Bruno Fuchs assumiu a titularidade na zaga do Inter

Esporte - 19/03/2020 17:03


Bruno Fuchs assumiu a titularidade na zaga do Inter — Foto: Ricardo Duarte/Divulgação Inter


O Inter abriu 2020 com uma das melhores duplas de zaga do país. Moledo e Cuesta somam características complementares e funcionavam juntos há pelo menos dois anos. Coudet chegou para romper e uma das primeiras rupturas foi mexer no que dava certo, direito dele. Bruno Fuchs tem potencial para ser titular no lado direito da defesa, ótimo passe, boa bola aérea e senso de cobertura fazem dele um defensor promissor. Porém, foi alçado à titularidade antes do tempo e ainda comete erros decorrentes da soberba.


Já foram alguns erros de passe em zona de perigo que houve apenas porque Fuchs, ao tocar na bola, se viu como um misto do italiano Scirea e do alemão Beckenbauer. No último Gre-Nal, esteve por ser autor do contragolpe gremista que daria ao rival a vitória, não sei como responderia a um erro de tanta repercussão. Por sorte dele, Luciano tentou encobrir Marcelo Lomba sem ter habilidade para fazê-lo e perdeu a chance. Se levar a sério a função que desempenha e o lugar em que joga, muito perto do próprio gol, Bruno Fuchs pode chegar à Sseleção e ser vendido ao Exterior. Caso contrário, perderá a posição para Moledo em um mês a partir da volta do futebol.


Nas laterais, os jogadores que chegaram ainda não se revelaram reforços e sim contratações. Há uma diferença clara entre uma coisa e outra. Reforço chega e responde. Em tese, já chega respondendo pelo currículo que traz. Contratação, não. O jogador, neste caso, precisa mostrar a que veio. Rodinei e Moisés, até agora, não mostraram. Pouco tempo, mas casa com o retrospecto de cada um. Sempre foram jogadores medianos em qualidade, embora de grande vigor e velocidade. Não podem ser protagonistas, ajudam como coadjuvantes.


No lado direito, Coudet tratou de providenciar um novo titular pedindo Saravia, que assume naturalmente o lugar. Do outro lado, Uendel cresceu de produção e Moisés vinha de lesão até a parada. Recentemente, notabilizou-se mais por dotes de pugilista no Gre-Nal vexatório da Libertadores.


Independentemente das peças, porém, é preciso aplaudir o resultado final da defesa colorada. Desde as seletivas, o Inter ainda não sofreu gol, o que inclui um clássico na casa do adversário que o visitante quase venceu. Na partida anterior, a melhor atuação contra a Católica, a defesa respondeu muito bem. Se as individualidades podem ser discutidas em março para compor a defesa do Inter, o desempenho final de zero gol sofrido na competição mais difícil dá muito crédito a Eduardo Coudet.

Fonte: Globoesporte

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