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DIA DO CASAL – Comemorar ou, não?

São Miguel do Oeste - 30/11/2020 15:29

Na terça-feira, dia 01 de dezembro, “comemoramos” o dia nacional do casal. Mas quem comemorará? Não sei se algum veículo de comunicação irá divulgar, ou se algum casal de amigos irá fazer um jantar especial. Talvez alguém faça algum post na rede social, quem sabe alguma foto de um casal feliz e/ou uma homenagem de agradecimento à parceria de muitos anos e seus, “frutos”.

Fala-se muito em família, sobre as relações, sobre os filhos, e até, na quantidade de divórcios. Entretanto, pouco de comenta sobre a base da família, o casal. Até porque, não existe, no Brasil, uma política pública para as relações conjugais. Não há programas ou projetos contínuos que valorizem as relações matrimoniais como possível garantia de uma qualidade de vida para toda a família. 

Um exemplo mundial, ocorreu Na Dinamarca em 2018/2019, quando autoridades locais ofereceram terapia de casal para os que estivessem com dificuldades, considerando-a um serviço ao cidadão, uma vez que as famílias representam uma economia em habitação pública e em outros serviços. Como informou na época, o jornal The Guardian. Os casais que desejavam se divorciar, deviam esperar três meses e fazer terapia de casal antes que o casamento possa ser dissolvido. As altas taxas de divórcio no país levaram o Governo a impor uma medida para que o processo de divórcio seja o mais amigável possível para os cidadãos. Em nossa região, alguns municípios (Princesa e Paraíso), já foram pioneiros em projetos dentro dessa responsabilidade sócio conjugal.

A verdade que uma das maiores dificuldades das relações conjugais ainda centram-se na incapacidade dos casais em manter um diálogo. Quando há uma discussão, por exemplo, é normal que depois ambos se sintam tristes e magoados. É até normal que haja certa frieza, certa distância. Se não houver tempo para recuperar e logo surge outra discussão, isso é um sinal de alarme. É quase uma certeza que ambos vão sentir-se sós a maior parte do tempo. Pelo menos um irá se sentir agredido, rejeitado, atacado e outro provavelmente se sentirá profundamente ignorado, abandonado, desprezado. Ambos sofrem e sentem-se inseguros! Cada discussão gera medo. Consequentemente, sentem-se mais vivos fora de casa, no trabalho ou com amigos. 

Não tem de ser assim. Lembra o motivou que levou você a ficar com essa pessoa? O que o (a) encantou? Como iniciou? Por que resolveu morar ou casar com essa ele (a)? Então, encontrem um motivo para COMERMORAR JUNTOS o que há de positivo na vida a dois e, feliz dia do casal.


Fonte: Sérgio L.B Ribeiro
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