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Sogro é suspeito de encomendar a morte do genro em Pinhalzinho

O crime ocorreu em 2016. A Polícia Civil concluiu o inquérito e cinco pessoas foram indiciadas pelo assassinato.

Pinhalzinho - 13/01/2021 15:46 (atualizado em 14/01/2021 10:49)

 

Polícia Civil indiciou cinco pessoas pelo crime – Foto: Divulgação/ND


    A Polícia Civil conclui nesta quarta-feira (13), o inquérito sobre o homicídio de S.P.M, de 42 anos, que ocorreu em 2016, no município de Pinhalzinho, no Oeste de Santa Catarina. Cinco pessoas foram indiciadas pelo crime.

    De acordo com o delegado da Polícia Civil, Jerônimo Marçal Ferreira, o crime foi encomendado pelo então sogro da vítima. O motivo seria desavenças pessoais, familiares e financeiras, já que ambos também eram sócios na empresa.

    A companheira da vítima informou aos policiais que ele era proprietário de uma grameira e teria recebido uma ligação para comparecer à uma subestação, no interior do município. O objetivo seria fazer um orçamento para manutenção de um gramado.

    O veículo que ele usava foi encontrado pela viúva na manhã seguinte, em uma pedreira, às margens da SC-160, no município de Modelo. O corpo do homem foi encontrado apenas três semanas depois, no dia 20 de junho 2016, às margens da SC-160, na Linha Doze de Novembro, interior do município de Campo Erê.

    A mando do sogro, quatro executores teriam atraído a vítima para a subestação, onde três deles trabalhavam, na época, como seguranças. No local realizaram a emboscada. O assassinato ocorreu às margens da rodovia, próximo ao CTG, em Modelo. O homem foi morto com um golpe fatal de facão na cabeça e o corpo foi levado até Campo Erê, onde foi enterrado.

    Conforme o delegado, o valor acertado pela execução foi entre 50 e 70 mil reais. Interrogados, todos os suspeitos negaram envolvimento, mas dois deles admitiram que receberam proposta do sogro da vítima para matá-lo.

Homicídio qualificado e ocultação de cadáver

    Os suspeitos foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O inquérito foi encaminhado à Comarca de Modelo, onde eles serão julgados.

    A Polícia Civil solicitou a prisão preventiva de todos os envolvidos, porém o pedido foi negado pelo Poder Judiciário, que decretou a eles outras medidas cautelares. O Ministério Público de Modelo ofereceu denúncia contra suspeitos, o que foi aceito pelo Judiciário. Agora, os suspeitos são réus e provavelmente irão a júri.

Fonte: ND+
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