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Nação conquista o acesso à Série B de SC menos de dois anos após fundação

Time de Joinville foi fundado em fevereiro de 2019 e chegou à segunda divisão após campanha sem uma derrota sequer; meta do clube, no entanto, é a formação de atletas

Estado - 19/01/2021 06:33


Menos de dois anos de fundação, títulos na base e o acesso à segunda divisão do futebol catarinense garantido. O Nação comemorou, no último sábado (16), a vaga na Série B do Campeonato Catarinense, conquistada depois de uma campanha quase irretocável.

Foram cinco vitórias e dois empates que garantiram a liderança da competição, o acesso e a vaga à final, que será disputada contra o Atlético Catarinense.

A comemoração e a euforia pelas conquistas, no entanto, são passageiras e o foco da equipe é outro, garante Gabriel Fronzi, CEO do clube.

“O Nação encara o futebol como uma indústria. Não adianta se levar pela emoção. Tudo que estamos fazendo agora é pela emoção. Esse acesso dá projeção, mas o Nação não é um clube para ter paixão, mas para ter negócio. O acesso dá projeção, ajuda na divulgação, mas o nosso foco é a base”, fala.

A vaga na Série B veio depois da vitória contra o Itajaí, por 2 a 1, no sábado. Mas a campanha foi construída ao longo do campeonato. O Nação não perdeu e, agora, depois do acesso, mira no título. A decisão acontece nos dias 24 e 31 de janeiro, com o primeiro jogo fora de casa e a grande final na Arena Joinville.

Apesar do bom desempenho da equipe, Fronzi destaca que o foco do time continuará sendo a formação e venda de atletas. Atualmente, o Nação tem 13 captadores de jogadores atuando no Brasil e outros dois no exterior – um na América do Sul e outro na África. São 18 ativos no clube, sem contar os atletas que ainda passam por testes.

“Assim como para atuar no profissional, na formação o atleta tem que cumprir vários pré-requisitos para que possamos vislumbrar ele como uma possibilidade de negócio”, explica.

O CEO explica que após o término da Série C, o momento será de planejar a segunda divisão, que tem previsão para iniciar no final de maio. Os trabalhos para preparação da Série C, conta, foram de 40 dias de pré-temporada e 52 sessões de trabalho. A partir do final de novembro, todos os atletas ficaram concentrados no CT, para evitar a exposição ao coronavírus durante a disputa da competição.

Segundo Fronzi, 60% do elenco deve ter o contrato renovado, porém, os atletas devem ser emprestados para que o clube consiga arcar financeiramente com os encargos e, ainda, manter os jogadores em atividades, uma vez que o calendário retorna em maio, com a Série B.

O Nação tem parceria com um clube, onde os atletas devem atuar enquanto o time joinvilense está sem jogos oficiais para disputar. Hoje, há 31 atletas inscritos e trabalhando no Centro de Treinamento.

O CEO explica, ainda, que a equipe trabalha no limite financeiro e, apesar de ter como foco a negociação e ser, de fato, um clube empresa, o investimento no elenco é muito aquém de adversários diretos. O investimento no grupo de jogadores foi fechado por “pacote” com foco na competição. Em três meses, no elenco inteiro, o investimento foi de cerca de R$ 35 mil.

“É preciso ter um projeto bem definido e o jogador precisa comprar a sua ideia. O retorno do profissional é diferente do retorno da base e o nosso negócio é a base”, salienta.

Apesar disso, o clube tem tido conquistas. “Mesmo sendo um projeto voltado a descobrir jogador, a encarar o esporte como uma indústria, rentabilizar em cima disso, temos conquistas”, complementa.

Em menos de dois anos, o clube já foi campeão estadual no Sub-15 e Sub-20, do Citadino no Sub-17 e pode ser campeão catarinense da Série C.

Fonte: ND+
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