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O CIRCO PEGA FOGO

São Miguel do Oeste - 15/03/2021 08:16

>Ha algum tempo nossos expoentes da política, dos governos, da Justiça, dos legislativos, e o povo em geral (este timidamente, por enquanto), vem tentando lascar fogo nesse circo ainda, por enquanto, chamado Brasil. Não foram identificados bombeiros para apagar o fogo. Pensou-se em requisitar os arqueólogos do Oriente Médio, das civilizações primatas e especialistas em escavações, para revolver o solo brasileiro na busca de alguma múmia que tivesse a mínima vocação para o ofício. No entanto, estudos recentes indicaram poucas possibilidades de sucesso, porque o Brasil é um país ainda jovem e em sua história tivemos poucas ações para apagar incêndios. Os da Amazônia, por exemplo, só foi extinto quando a floresta acabou. Aí ficou fácil. Na nossa história, segundo os estudos, só tivemos incendiários, estes em grande quantidade. 

> Se faltou algum material para levar a cabo a intenção, os recentes acontecimentos em Brasília se encarregaram de disponibilizar. Sua Excelência o Desembargador Edson Facchin do STF colocou à disposição dos incendiários, vários tonéis de gasolina para dar andamento no processo de fritura de uns e outros. O projeto seria fritar todo mundo, desde o inocente macaco até o temível leão, incluindo seu tratador e o tradicional palhaço. Só escaparia o Orlando Orfei, dono do circo (ops, mas não é o Bolsonaro?), por ser capitalista.

Este combustível é tão importante para endireitar o País, que o ilustre desembargador não teve a preocupação em aguardar a redução nos preços prometida pelo incendiário mor, Jair Messias Bolsonaro.

> A propósito, os antigos hebreus chamavam seus altos sacerdotes e reis de Messias, porque tinham sido ungidos com óleo sagrado. Mais tarde, os profetas falaram de um rei que redimiu a Terra e teria um período de paz e justiça no Brasil. Acreditava-se que seria um descendente direto de Alexandre III da Macedônia, rei no Reino Grego de 336 a 323 a.C., conhecido como Alexandre o Grande. 

Diskin (conhecida internacionalmente por seu trabalho em favor dos Direitos Humanos, recebeu o Prêmio UNESCO 2006 em Direitos Humanos e Cultura de Paz), por ter ridicularizado Netanyahu e Barak Obama chamando-os de “messias” de Arakirov e Keisaria, em referência aos bairros luxuosos onde os dois possuem propriedades.  (Folha de São Paulo, 28/04/2012).

Sempre referindo que qualquer semelhança, não é mera coincidência, podendo ser repetida, e também que nesses tempos bicudos que estamos presenciando, é possível que os atores possam ser confundidos tanto com incendiários quanto com bombeiros.

>A grande imprensa, estupefata, desdobra-se para entender os propósitos do Ministro Edson Fachin. Para começar, o advogado e professor Pedro Serrano diz que “tecnicamente a decisão que anulou as condenações de Lula é correta e poderia ter vindo antes. Segundo ele, o que levou a essa decisão, foi a necessidade de proteger Moro e os procuradores da Lava Jato dos efeitos de uma decisão que reconhecesse a parcialidade do Juiz e atuação dos procuradores. Isso teria um impacto muito grande na opinião pública mundial” disse Serrano, que relatou ainda acompanhar o debate fora do Brasil.  

> O agora reconhecido como Messias, que já teve, nos  tempos bíblicos, a missão de salvar o mundo e atualmente não se sabe se poderá salvar a pele, também comparece à imprensa (que tanto critica), para dar seu veredicto: disse, nesta segunda-feira, que Edson Fachin “tem forte ligação com PT” após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) decidir anular todos os processos contra o ex-presidente na Lava Jato de Curitiba, alegando que a Justiça do Paraná não tem competência para julgar o caso”.  

E disse mais, para fazer inveja a Rui Barbosa: “as bandalheiras que esse governo fez estão claras perante toda a sociedade. Foi uma administração catastrófica do PT no governo. Acredito que o povo brasileiro não quer ter um candidato desse nas eleições. A Bolsa foi lá para baixo e o dólar foi lá pra cima", completou Messias.

Um pequeno reparo senhor Jair Messias: as bolsas foram lá para baixo e o dólar foi lá pra cima quando o senhor demitiu o presidente da Petrobrás. Além disso, no parágrafo anterior convém substituir a sigla PT por SP (sem partido). O restante da manifestação está perfeito, agora digno de Rui Barbosa.

> As consequências da Lava Jato vão além do Lula, e Moro não pode sair impune. A advogada e professor a de Direito Carol Proner da Associação Brasileira de Juristas pela democracia, comentou a anulação das condenações do ex-presidente Lula. 

Disse que “apesar da decisão de Fachin que anulou as condenações de Lula, é preciso continuar defendendo o julgamento da suspeição do ex-juiz Sergio Moro”. "Essas decisões não podem ser capazes, politicamente, de evitar o debate sobre a suspeição deste juiz Sérgio Moro. Embora se resuma ao caso do Lula e dos processos dele, a suspeição vai muito além". "O que está na operação Spoofing precisa ser de conhecimento público, a gente tem que reivindicar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para saber o que aconteceu neste país, com relação às informações. E temos que ter legitimidade da sociedade civil para acessar esse material". 


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