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PREMATURIDADE: ENTENDA QUAIS AS CAUSAS E COMO PREVENIR

Enfermeira Marcia Zambiasi fala sobre o assunto em mais um artigo do Viva Bem

São Miguel do Oeste - 08/11/2021 20:48 (atualizado em 08/11/2021 20:48)

Marcia Zambiasi - Enfermeira - Coren - 508381


No dia 17 de novembro é comemorado o dia mundial da prematuridade. O novembro roxo tem como objetivo a conscientização para a prevenção da prematuridade. 

Anualmente nascem 15 milhões de crianças prematuras em todo o mundo. No Brasil, nascem, por ano, cerca de 340 mil bebês antes das 37 semanas de gestação. 

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, 11,7% de todos os partos ocorrem antes do tempo. Mundialmente ocupamos a 10ª posição entre as nações onde são registrados mais casos de prematuridade. Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), no ano de 2019, a prematuridade foi a principal causa de mortalidade infantil em todo o mundo.

O trabalho de parto prematuro e o nascimento prematuro pode ocasionar consequências graves para a mãe e para o bebê. Dependendo da idade gestacional, o bebê corre grande risco de óbito, complicações ou longo tempo de permanência na UTI neonatal.

Alguns fatores podem contribuir para o desenvolvimento do parto prematuro como: ausência do pré-natal, infecções do trato urinário e uterinas, diabetes, obesidade, baixo peso, pressão alta, pré-eclâmpsia, síndrome de Hellp, distúrbios de coagulação, sangramento vaginal, fumo, álcool, drogas, estresse, algumas anomalias congênitas do bebê, gestações muito próximas (menos de 6 a 9 meses entre o nascimento de um bebê e ficar grávida novamente), gravidez fruto de fertilização in vitro, idade menor de 17 anos e acima de 35, gestação de gemelares ou múltiplos, história de parto prematuro, bolsa rota, problemas de colo do útero ou uterinos, insuficiência istmo-cervical, descolamento prematuro da placenta e placenta prévia.

Para evitar o parto prematuro algumas medidas preventivas pode ser realizadas como o planejamento da gestação, iniciar o pré-natal o mais precocemente possível, realizar as consultas e exames solicitados, revelar ao médico seu histórico bem como do seu parceiro, nos mínimos detalhes, controlar a pressão arterial, manter o peso adequado e uma dieta equilibrada, evitar consumo de bebidas alcoólicas e fumo, não tomar medicamentos sem orientação médica, realizar atividade física se indicada,  fazer uso rigoroso do ácido fólico e estar sempre alerta para sangramentos, observando líquidos e secreções vaginais.

 O parto prematuro pode ser identificado por meio de alguns sinais e sintomas como contrações uterinas frequentes e regulares, aumento do corrimento vaginal e sensação de pressão, ou dor, na região pélvica. Ao apresentar esses sintomas procure imediatamente atendimento médico.

Cuide-se e proteja seu bebê!

Hospital Regional Terezinha Gaio Basso de São Miguel do Oeste

Marcia Zambiasi - Enfermeira - Coren - 508381

Diretora técnica - Katia Bugs – médica - CRM 10375 – Nefrologista - RQE 5333


Fonte: Hospital Regional
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