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VÍDEO: Pai se emociona ao ouvir novo coração da filha após transplante; família é de SC

Marina Moreira Azambuja, de 30 anos, é natural de Chapecó, no Oeste do Estado e recebeu o transplante do coração no dia 31 de maio

Geral - 14/06/2022 16:55 (atualizado em 14/06/2022 17:06)


O pai de Marina ouviu pela primeira vez o novo coração da filha. – Foto: Montagem/Arquivo Pessoal/Marina Moreira Azambuja/Divulgação/ND


“Está ouvindo?”. A pergunta é da jovem Marina Moreira Azambuja ao pai Angelberto Azambuja enquanto com um estetoscópio ele ouvia pela primeira vez o novo coração da filha. Por 30 anos o que Marina e o pai ouviam em seu peito era um som diferente. Isso porque a jovem de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, foi diagnosticada com uma anomalia rara no coração.

A única saída para Marina era um transplante de coração e, após longa espera, o pai de Marina se emocionou ao ouvir os novos batimentos da filha. A jovem recebeu o tão sonhado transplante no dia 31 de maio de 2022, no Hospital Rocio em Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba, no Paraná. 

Desde que Marina era criança, o pai sabia exatamente o som do batimento do coração da filha e por muitas vezes chorava e sofria pelo fato dele não estar bem. Ao ouvir o novo coração, a emoção tomou conta com a gratidão por ver a filha bem. “Depois de 30 anos tive a chance de viver de novo”, afirma Marina emocionada.

O vídeo do pai de Marina ouvindo o novo coração foi compartilhado pelo perfil Razões Para Acreditar (@razoesparaacreditar) que conta com 4,8 milhões de seguidores e relata histórias emocionantes e lições de vida.

O vídeo já teve mais de 1 milhão de visualizações e conta com quase 200 mil curtidas e milhares de comentários, entre eles o de pessoas famosas, como é o caso da atriz Giovanna Lancelloti que escreveu: “Chorando litros”.


O diagnóstico e a espera pelo transplante

A anomalia que Marina tinha no coração era uma arritmia intra arterial aguda. “O meu ventrículo – parte de baixo do coração não se desenvolveu normalmente e tinha o tamanho ao coração de uma menina de 14 anos. Já o átrio – parte de cima do coração – cresceu muito, mas antes do transplante tinha o tamanho normal para uma mulher de 30 anos”, explica Marina.

Com esse diagnóstico, a jovem precisou aprender a lidar com as adversidades sem perder a fé e a esperança. Após vencer todos os “prazos de vida” estabelecidos pelos médicos, realizou o maior sonho de sua vida: receber um novo coração.


O procedimento e a recuperação

Marina estava com uma amiga em uma igreja quando recebeu a informação de que havia chegado a sua vez de receber o transplante. “Falaram para pensar em algo que gostaríamos muito e depois disso ir por sete semanas na igreja. Cerca de 30 minutos depois eu recebi a ligação da médica falando para ir ao hospital que chegou a minha vez”, lembra.

Mais que depressa, ela e a amiga correram para casa, arrumaram as malas e com o esposo de Marina, Alecir Elias Moreira Azambuja, foram para o hospital. A internação ocorreu na noite do dia 30 e por volta das 5h do dia 31 de maio, ela entrou para a cirugia que mudaria a sua vida para sempre.

O transplante ocorreu sem complicações e na noite do dia 31 de maio Marina já havia acordado. “Acordo e às vezes me assusto porque parece que não estou no meu corpo. Sinto um batimento diferente de antes. É um sonho realizado, uma felicidade tão grande que não tem como explicar, conta.

Uma equipe de profissionais altamente capacitados realizou o transplante e está cuidando de todo o processo de recuperação da jovem. O cirurgião Gustavo Pimentel foi o chefe de cirurgia e a médica Tatiana Fachi a responsável pela UTI (Unidade de Terapia Intensiva).


Evolução e recuperação

A cirurgiã cardíaca, Marcely Gimenes Bonatto, também faz parte da equipe e relata que o procedimento e a recuperação pós-operatória de Marina estão sendo positivas.

Segundo ela, Marina está tendo uma evolução ótima. “O coração bateu muito bem desde o primeiro momento. Não fez disfunção do enxerto, nem insuficiência renal e nenhuma outra complicação. A evolução está sendo super favorável.

O novo coração de Marina passou por uma biópsia na última semana para avaliar a aceitação do organismo. O exame apontou o início de uma pequena rejeição do órgão, mas a jovem já iniciou um novo tratamento e o eletrocardiograma deu ótimos resultados. A expectativa é de que na próxima biópsia ela já possa ir para casa se recuperar.

A cirurgiã destaca que o tempo de recuperação é variável entre cada paciente e ressalta que os cuidados são para toda a vida. Por ser jovem e não ter outras doenças, a recuperação de Marina deve ser mais rápida. “Agora vem uma séria de cuidados em relação à alimentação, a risco de infecção e rejeição. O tempo de cuidados após transplantes é eterno, mas a recuperação para voltar a fazer força e dirigir gira em torno de 30 a 60 dias”, explica.


O apoio da família

O apoio da família de Marina, principalmente do pai, da mãe Isabel Azambuja e do esposo, tem sido fundamentais na recuperação. A mãe está há 14 dias cuidando da filha no hospital e é o alicerce fundamental. “Ela é tudo para mim e tem sido muito importante em todo esse processo”.

O marido de Marina, Alecir, também a acompanhou desde o momento que recebeu a notícia do transplante. “Essa luta está sendo vitoriosa porque tenho uma pessoa maravilhosa ao meu lado. Sou grata por todo amor e dedicação dele comigo. Ter ele ao meu lado torna todo esse processo menos doloroso”.

Marina conta que está se sentindo realizada e com a percepção de vida completamente diferente. “Eu tremo de emoção quando penso em tudo que estou vivendo. Sou muito grata a Deus, a minha família e principalmente aos cirurgiões cardiologistas e toda a equipe médica e de enfermeiros que estão cuidando de mim. Com certeza minha melhora está ocorrendo graças a dedicação deles”.

A jovem, que ganhou uma nova chance de vida, vem enfrentando todos os desafios com otimismo e bom-humor, Marina utiliza as redes sociais para motivar as pessoas e trazer mensagens de positividade e esperança. Em seu Instagram @marina.azambuja, compartilha um pouco de sua rotina e mostra a alegria de viver.

Ela afirma que seu maior objetivo agora é incentivar as pessoas a serem doadores de órgãos para que outras vidas possam ser salvas. “A doação transforma vidas e devolve a alegria às pessoas”.


Fonte: ND+
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